A origem do samba em São Paulo é um fato que divide opiniões. Entre os que entendem do assunto, não há consenso. Por exemplo: o sambista Geraldo Filme teria afirmado que os sambas de roda realizados pelos negros em Pirapora do Bom Jesus, em 1808, seriam a semente do gênero por aqui – ao menos é disso que se orgulha a cidade no site oficial. Já o pesquisador musical Tadeu Augusto Matheus, conhecido no mundo do samba como T-Kaçula, do Projeto Cultural Samba Autêntico, também músico e compositor, diz que há registros de batucadas anteriores. “Festas feitas em Piracicaba e Capivari, nas senzalas, pelos negros que trabalhavam nas plantações de café em 1722”, garante. Tendo origem no século 16 ou 17, uma coisa é certa: samba é assunto de paulista há muito tempo. E não é que mesmo assim vem Vinicius de Moraes e chama São Paulo de túmulo do samba? No entanto, a frase – sem dúvida, de efeito –, não deve ser levada tão a ferro e fogo, afinal não se pode esquecer que seu constante parceiro, Toquinho, é paulistano do Bom Retiro, o que prova que o dito não passava de mais uma troça do poetinha (quem não se lembra de “as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”?). Além disso, não dá para dizer que uma cidade que deu ao samba nomes como Adoniran Barbosa, o já citado Geraldo Filme e ainda Paulo Vanzolini, Germano Mathias, Caco Velho, Jorge Costa, Hélio Sindô e Henricão – os três últimos, respectivamente, alagoano, gaúcho e cearense, mas radicados em São Paulo – seja cenário para a morte do batuque. O que ocorreu, isso sim, foi um descompasso na difusão das produções de Rio de Janeiro e São Paulo, o que levou a uma influência do primeiro sobre o segundo. Durante muito tempo, o samba paulistano ficou restrito a focos isolados, sobretudo aos cordões carnavalescos, enquanto no Rio o cenário era outro: a então capital do Brasil tinha na Rádio Nacional um forte instrumento para fazer ecoar por todo o país as vozes de Linda Batista, Donga (que teria gravado o primeiro samba da história, Pelo Telefone, em 1917), Orlando Silva e Carmen Miranda, entre outros. “O samba do Rio de Janeiro impregnou o Brasil inteiro”, conta Eduardo Gudin, referência do samba em São Paulo e diretor musical dos espetáculos que compuseram o evento Na Cadência Paulista do Samba, realizado no Sesc Vila Mariana no mês passado (Leia mais abaixo: Batuque Urbano). “A idéia de samba de Noel Rosa, Ismael Silva, Ari Barroso e Dalva de Oliveira – que tocavam no rádio – acabou se espalhando.” No entanto, Gudin ressalta que não há igualmente como negar os ótimos compositores paulistas que têm lugar marcado na história nacional do samba. “Tem Vadico, que compôs muitas músicas com Noel; Garoto, um marco da música brasileira moderna; Adoniran, que fez um samba impossível de fazer em outro lugar; e Germano Mathias, que faz um samba de malandro paulista e é um dos artistas mais bem resolvidos deste país.”
Esse passado sólido do samba de Sampa garantiu um presente profícuo. É só rodar pelos bares de bairros como a Vila Madalena, na Zona Oeste, e do Bixiga, na Região Central, para notar como o samba tem sido a trilha sonora de muitos boêmios até hoje – isso sem contar, é claro, com os movimentos de periferia, que, por sua vez, garantem a produção atual do gênero.
O início
Esse novo momento vivido pelo samba de São Paulo teve um marco em 1996, com a criação do projeto Mutirão do Samba, num botequim na Alameda Barão de Limeira, no Centro. Com base nele, por exemplo, foi criado o Samba da Vela (veja boxe Comunidades do Samba). “O Mutirão, na realidade, era uma reunião de amigos”, diz José Alfredo Gonçalves Miranda, o Paqüera, um dos fundadores tanto do Mutirão quanto do Samba da Vela. “Em 1982, entrei para a escola de samba Vai-Vai e lá consegui fazer alguns amigos que eram do mundo do samba. Um deles foi uma pessoa que era da [escola de samba] Nenê de Vila Matilde, o Douglas Germano, que morava no Centro, na Barão de Limeira, perto da Folha [isto é, perto do prédio do jornal Folha de S.Paulo]. Ali havia um boteco. A gente começou a se encontrar lá para tomar uma cervejinha e fizemos uma roda de samba maravilhosa. Era o auge do pagode comercial e a gente ficava cantando aqueles clássicos.” Os encontros, no entanto, não se limitavam a execuções saudosistas de sambas antigos. Os amigos ali reunidos, segundo Paqüera, refletiam sobre o samba, discutiam sua temática, avaliavam a ligação com o carnaval, e as diferenças entre a produção paulista e a carioca. “Foi aí que surgiu essa idéia do Mutirão do Samba, que começou em 1996 e terminou em 2000”, conta o sambista. “As pessoas que fizeram parte daquele núcleo começaram a entender a linguagem do samba”, afirma Magno Souza, integrante tanto do Samba da Vela quanto do Quinteto em Branco e Preto, um dos mais conhecidos grupos de samba de São Paulo hoje.
Onde está o samba
“Nunca se produziu tanto quanto hoje em São Paulo”, afirma Douglas Germano, que ajudou a formar o Mutirão do Samba e que compôs, junto com outros três parceiros, o Grupo Madrugada, reunido exclusivamente para o evento do Sesc. “A produção agora está fervendo, todo lugar a que você vai tem samba, as pessoas falam de samba. A minha música foi finalista do festival [Festival da Cultura 2005, promovido pela TV Cultura] e era um samba.” Para o jornalista e crítico musical Tárik de Souza, o samba paulista atualmente tem se beneficiado da saturação do chamado pagode comercial. “Sem dúvida, o que impulsiona também esse novo interesse é o aparecimento de eventos como o Samba da Vela, fenômeno típico da periferia paulista e que já gerou um disco, difundindo o trabalho de seus criadores”, explica. O jornalista credita também o novo fôlego do samba de São Paulo à consolidação de grupos como o Quinteto em Branco e Preto – “com repertório e estilo próprios”, diz – e à constante atividade de autores como Luizinho SP, “que leva a localidade no nome”.
Um dos endereços onde se pode conferir a atual boa forma do samba paulista está cravado bem no Centro da cidade, mais precisamente na Rua General Osório, que todo último sábado de cada mês muda de nome e vira a Rua do Samba Paulista – é a roda de samba, integrante do Projeto Cultural Samba Autêntico, que existe desde 2002 e chega a reunir mais de mil pessoas. “O evento destina-se ao resgate, promoção, divulgação e preservação do samba feito em São Paulo”, conta T-Kaçula, uma das cabeças à frente do projeto. “Ao longo de sua existência, amantes, pesquisadores, estudantes, apreciadores, sambistas e público em geral tiveram a oportunidade de se encontrar com músicos e compositores, com a velha e nova guarda do samba de São Paulo.”
Já na Zona Leste de São Paulo é o pessoal do Grêmio Recreativo de Tradição e Pesquisa Morro das Pedras, localizado entre as Ruas Morro das Pedras e Rodolfo Pirani, no bairro de São Mateus, o responsável pelas animadas rodas que atraem gente de toda a cidade. Lá, a exemplo dos outros projetos, o lema é samba no pé e a consciência da importância do gênero musical e do sentimento de coletividade. Tanto é assim que um dos muros da agremiação ostenta a ordem: Amor e Respeito à Velha Guarda.
Seus integrantes, ao dar entrevista, preferem não ser identificados, para “ressaltar o caráter coletivo da agremiação e impedir que a vaidade penetre nesse novo espaço”, segundo explicou o jornalista Thiago Mendonça, em reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo em junho de 2001, dois meses depois da inauguração do movimento. Um dos porta-vozes do Morro das Pedras explicou ao repórter na época que a formação da agremiação tinha a ver com a decadência das escolas de samba, que “deixaram de valorizar seus músicos para prestigiar pessoas da elite, que não tinham nenhuma ligação com essa cultura e com sua população marginalizada”. Mesmo com a forte valorização do engajamento, que pode ser vista por alguns como radicalismo, todos são bem-vindos às rodas, que, além do samba, contam com outro combustível potente: o caldo de mocotó do “Tim Maia”, famoso dono de bar da região.
Veja mais abaixo os endereços quentes ou clique aqui para conhecer alguns projetos...
Reflorescimento
Entre os grupos que portam o estandarte do samba paulista, fazendo interessante intercâmbio entre os mestres do passado e os novos nomes, está o Inimigos do Batente – cujo nome é uma referência ao samba Inimigo do Batente, de Wilson Batista –, formado por Fernando Szegeri e Railídia Carvalho (voz), Edu Batata (cavaquinho), Geraldo Maracanã (violão), André “Sossega Leão” (pandeiro), Cebolinha (tantã), Kaká Sorriso (repique), Julio Velozzo (cuíca e agogô) e Paulinho Timor (percussão geral). O grupo se reúne semanalmente no bar Ó do Borogodó, na Vila Madalena, em Pinheiros, e atrai interessados no gênero. “São Paulo teve um reflorescimento, um renascimento do samba tradicional de alguns anos para cá, muito traduzido pela força desses projetos pela periferia da cidade, que foram retomando essa tradição das rodas de samba”, analisa Fernando Szegeri. “Nós, do Inimigos do Batente, por exemplo, aproveitamos esse renascimento da roda de samba para levar para os bares, para a noite paulista, esse lado descontraído, da empolgação, buscando sempre participação do público, resgatando também muitos dos instrumentos que já não são mais tão usados atualmente, como a frigideira, a faca e o garfo, os atabaques, a caixa de fósforo, o chocalho de lata de cerveja, essas coisas que fazem parte da roda de samba de fundo de quintal mesmo.”
Também com o intuito de resgatar o chamado samba de raiz, apresentando canções inéditas de grandes sambistas, além de interpretar canções já conhecidas, o grupo Parangolé – formado por Edu Batata (cavaco), Miró (percussão), Paula Sanches (vocal), Paulinho Timor (percussão) e Rodrigo Campos (violão) – teve mestres como os integrantes da Velha Guarda da Camisa Verde e Branco, e Osvaldinho da Cuíca. Sem, por isso, deixar de mostrar composições próprias. “O que se nota é que existe uma geração que vem resgatando as rodas sambas de Geraldo Filme, Adoniran, Germano Mathias e outros bambas da antiga, despertando assim um interesse maior pela história e trajetória do samba paulista”, observa Paula Sanches. “Hoje as pessoas procuram e notam, dão valor ao samba.”
Outro deles, mais conhecido do grande público, é o Quinteto em Branco e Preto, do qual fazem parte Everson Pessoa (violão e voz), Maurílio de Oliveira (cavaquinho e voz),Victor Pessoa (surdo e voz), Magno Souza (pandeiro e voz), Yvison Pessoa (percussão e voz). Formado em 1997 na Zona Sul de São Paulo, o objetivo era clássico: preservar o samba tradicional. Em 2000, o quinteto fez a primeira viagem internacional, dois shows realizados na África do Sul, acompanhado pela sambista carioca Beth Carvalho, madrinha do grupo. No mesmo ano saiu o primeiro CD, Riqueza do Brasil, com participação da própria Beth e mais Almir Guineto, Wilson das Neves, Mauro Diniz e Oswaldinho da Cuíca. Em agosto de 2003 saiu o segundo, Sentimento Popular. Hoje, os integrantes fazem parte também da Comunidade Samba da Vela. “Ficou uma lacuna aberta durante muito tempo no samba de São Paulo, desde a época de Adoniran”, afirma Magno Souza. “Uma lacuna que, a meu ver, o pagode, mais comercial, acabou ocupando. Mas hoje, muito em resposta a isso, o que estamos vendo é essa nova geração preocupada com a preservação, com o samba como cultura de um povo. O que fez com que muita gente voltasse à pesquisa novamente.” (Leia mais abaixo: Expressão da Periferia e Por Dentro da Batucada)
ENDEREÇOS QUENTES
Rua do Samba Paulista (realização do Projeto Cultural Samba Autêntico, da União de Negros pela Igualdade – Unegro/SP – e Assessoria para Gênero e Etnia, da Secretaria de Cultura do Estado) – Todo último sábado de cada mês. Rua General Osório - Centro
Projeto Nosso Samba – As rodas acontecem quinzenalmente, aos domingos à tarde, na Casa de Cultura Afro-Brasileira Casa de Angola, junto ao Centro de Eventos Pedro Bertolozzo, na Avenida Visconde de Nova Granada, 11 - Osasco
Comunidade Samba da Vela – As rodas acontecem as segundas, à noite, na Casa de Cultura Santo Amaro, Pça. Francisco Ferreira Lopes, 434 - Santo Amaro
Grêmio Recreativo de Tradição e Pesquisa Morro das Pedras – Quinzenalmente, aos domingos à tarde. Rua Morro das Pedras, 973 - Jardim Rodolfo Pirani | São Mateus
Ó do Borogodó – De terça a domingo. Rua Horácio Lane, 21 – Pinheiros
Bar Samba – Diariamente. Rua Fidalga, 308 - Vila Madalena
Villagio Café – Diariamente. Praça Don Orione, 298 – Bixiga
Magnólia Villa Bar – De terça a domingo. Rua Marco Aurélio, 883 - Vila Romana
Batuque urbano
Evento do Sesc Vila Mariana celebrou a tradição e a atual produção do samba paulista
O projeto Na Cadência do Samba Paulista, realizado no final de janeiro no Sesc Vila Mariana, traçou, por meio de shows, exposição e bate-papos com críticos musicais, um panorama da história e evolução do samba de São Paulo, desde a obra dos grandes compositores tradicionais até a nova geração de intérpretes e grupos. De 25 a 29 de janeiro, o público pôde conferir performances de alguns grupos e núcleos responsáveis pelo que de mais novo se tem feito em matéria de samba em São Paulo. Participaram Comunidade Samba da Vela – que lançou CD homônimo no primeiro dia do evento –, Projeto Cultural Samba Autêntico, e ainda Quinteto em Branco e Preto, Grupo Madrugada, Inimigos do Batente e Parangolé. Entre os intérpretes, nomes consagrados, como Maria Alcina e Jair Rodrigues, e novos talentos, como Fabiana Cozza. “O Sesc é uma força muito importante de resistência da cultura popular”, afirma Fernando Szegeri, vocalista do Inimigos do Batente. “Especialmente para o samba, o Sesc sempre teve uma força e um papel fundamental.” Para Douglas Germano, do Grupo Madrugada, o evento é o tipo de oportunidade que o sambista espera. “Principalmente porque o espetáculo tem um contexto específico. E chegar e se apresentar no Sesc significa que você vai ter um som legal, vai ter luz, cuidado, isso é uma maravilha.”
Além dos shows, uma exposição de fotos trouxe cenas de bairros da cidade celebrados por composições clássicas de Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini. As imagens antigas apareceram acompanhadas de registros atuais das localidades para mostrar ao visitante as transformações que aconteceram nesses locais. Já nos bate-papos, os jornalistas Tárik de Souza e Mauro Dias conversaram com os interessados sobre as particularidades e a história do gênero em São Paulo. “A idéia era mesmo dar um panorama breve do samba paulista, que é muito mais rico e diversificado do que se costuma imaginar”, afirmou Tárik.
Expressão da Periferia
Espalhados por regiões distantes do centro, os projetos e redutos de samba formam o novo cenário em São Paulo. Em sua canção O Cúmulo do Samba (1997), o cantor e compositor paulistano Carlinhos Vergueiro deu o tom: “O samba também nasce aqui/O samba também mora aqui/Em toda a periferia”. E, de fato, a história se repete. Assim como no início, quando o batuque se fez ouvir nos barracões distantes do Centro, hoje, uma produção de samba genuína e consistente vem da periferia. A Vila Madalena, na Zona Oeste da capital, pode reunir alguns dos mais badalados bares de samba da cidade – alguns deles já tradicionais, como o Ó do Borogodó e o Bar Samba –, enquanto o Bixiga marca presença forte com as rodas montadas nos botequins da Praça Don Orione. Mas é em bairros longe do Centro, como São Mateus (Zona Leste) e Santo Amaro (Zona Sul), ou ainda em municípios da Grande São Paulo, mais especificamente em Osasco, que músicos, compositores e intérpretes se reúnem para dar continuidade à história do chamado samba de raiz.
Entre esses núcleos de resistência do samba paulista, um dos mais expressivos é, sem dúvida, a Comunidade Samba da Vela, movimento do bairro de Santo Amaro. Se não o mais importante, certamente o mais conhecido. É nele que as rodas duram o tempo que uma vela leva para queimar – daí o nome. A idéia nasceu simplesmente para não deixar que os mais empolgados varassem toda a madrugada no batuque. “A gente precisava de um jeito para marcar o tempo”, conta José Alfredo Gonçalves Miranda, o Paqüera, um dos fundadores do movimento. “Pensamos num despertador, mas todo mundo é traumatizado com aquele bip-bip que faz a gente acordar de manhã. Daí pensamos num galo, porque um amigo nosso tinha um galo que cantava de hora em hora. Mas e quando o galo morresse? A gente ia ficar dependente do galo? Não dava... Foi aí que eu tive a idéia da vela. Também porque existe todo um simbolismo religioso e tal.” Nas rodas do Samba da Vela todo mundo pode cantar suas composições. Quem se interessar, mostra a canção para uma equipe de avaliadores numa noite iluminada pela chama de uma vela rosa, que indica que o compositor está “em teste”. Se o samba convencer os bambas, entra para um caderninho e volta na semana seguinte para ser executado na noite da vela azul. Novo teste. E, se o samba for bom mesmo, é consagrado de vez na roda da vela branca. “É uma emoção danada”, conta Paqüera. “Tem gente que até chora.”
Já, em Osasco, o Projeto Nosso Samba (foto) vem, há sete anos, firme no objetivo de valorizar o samba dos novos talentos longe da grande mídia, todos compositores da comunidade. “Antes dávamos valor principalmente para as composições que chegavam do Rio”, conta Fábio Rodrigues Goulart, um dos fundadores do projeto. “Por isso, a intenção era ter esse contato, e trocar músicas, um compositor mostrar seu trabalho para o outro, enfim, fazer essa divulgação.” Entre as bandeiras dos osasquenses está a defesa de que o samba não é somente um gênero musical, mas sim uma cultura, com códigos e condutas que regem a vida dos integrantes da comunidade. “Cantar samba de raiz qualquer um canta”, afirma o sambista. “Mas nós começamos a entender que o samba não se resumia a isso. Samba é um estilo de vida, faz parte do meio de vida de uma sociedade, o samba é cultura.” A exemplo das demais rodas de samba, a do pessoal de Osasco é receptiva a todos os que quiserem conhecer um pouco mais o trabalho da comunidade e conferir sua música. Quanto aos planos de gravar, a postura é rígida. “Não nos interessa gravar um CD para nos divulgar; se gravássemos seria mais para efeito de registro da nossa produção”, explica Marcelo Benedito, também integrante do Nosso Samba. “Além disso, ficaria muito fácil para as pessoas, elas não precisariam mais vir ao reduto para ouvir nosso samba, quando o legal é vir até aqui e conhecer nossa proposta”, sentencia Fábio Goulart.
Com um caráter mais ligado à pesquisa das origens do samba paulista, o Projeto Cultural Samba Autêntico foi criado em 1999 reunindo pesquisadores, músicos e compositores que uma vez por mês comandam a cantoria na Rua do Samba Paulista, a Rua General Osório, no Centro de São Paulo. “Em 1999, surgiu a necessidade de pesquisar e entender um pouco mais a grandeza do samba de São Paulo e a importância de sua história”, explica Tadeu Augusto Matheus, o T-Kaçula. “Antes disso, a gente sempre cantava sambas de Nelson Rufino e Batatinha, que são da Bahia, do Zé do Maranhão, Paulo da Portela, Heitor dos Prazeres, Cartola, Noel Rosa, Candeia etc. E de São Paulo a gente cantava muito pouco, acabava ficando com Geraldo Filme, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, alguma coisa de Adoniran Barbosa, e aí a gente sentiu a necessidade de conhecer a árvore genealógica do samba de São Paulo.”
Por dentro da batucada
Pagode – Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Entre os grupos mais conhecidos estão Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Katinguelê e Art Popular. (mesmo com o termo “pagode” tendo sido criado pra falar de outro tipo de música)
Samba-exaltação – Tem letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Um dos maiores exemplos do estilo é Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, gravada em 1939 por Francisco Alves.
Samba de partido-alto – Com letras improvisadas, fala sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido-alto mais conhecidos são Aniceto, Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho.
Samba-enredo – Está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o desfile do ano. Geralmente segue temas sociais ou culturais. É ele que define toda a coreografia e cenografia utilizadas na exibição da escola de samba.
Samba de breque – Esse estilo tem momentos de paradas rápidas, nas quais o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Seus mestres são Moreira da Silva e Jorge Veiga.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Pra ñ dizer que ñ falei das flores - Notorius B.I.G.
Essa matéria é muito loka peguei do blog Boom Bap

1994 foi um bom ano para o rap. Álbuns que mais tarde se tornariam clássicos indiscutíveis foram lançados aos baldes. Entre eles, um disco cuja capa mostrando uma criança negra e a frase "Pronto para morrer" foi o que teve mais êxito, tanto entre os críticos quanto entre o público. Christopher Wallace, The Notorious B.I.G., Biggie Smalls, Frank White, whatever, foi o cara responsável por essa obra-prima.
Vindo diretamente das ruas do Brooklyn e assessorado por um jovem Puff Daddy, o então moleque obeso iniciou a gravação do disco tentando trazer os holofotes do rap de volta para Nova Iorque, uma vez que o gangsta rap de Los Angeles dominava a cena na época. Não por acaso, as primeiras faixas gravadas são todas um retrato do jovem Biggie: cruas, urgentes, agressivas. Imagine a cena: um cara que veio do nada tendo sua grande chance de melhorar de vida e não precisar voltar para as ruas - daí podemos entender a ferocidade com que Biggie escrevia suas rimas. Infelizmente, graças a problemas com a gravadora, Puff Daddy foi demitido, o projeto do álbum foi engavetado e Big voltou para as ruas. Um tempo depois, Puff fundou sua própria gravadora e retomou o disco de um BIG agora mais concentrado e focado em não só fazer música de qualidade, mas também ganhar dinheiro com ela. Era o início da influência do pop no rap.
Entretanto, até para fazer hits para boates Biggie tinha um estilo. Big Poppa e One More Chance foram eternizadas graças a loops cativantes e um emcee extremamente eficiente, com flow perfeito e controle de respiração impecável. Tudo isso sem perder a técnica, as complexas estruturas de rima e as metáforas. Sua outra qualidade, a versatilidade, ficaria mais evidente no restante do disco. Biggie teve uma visão certeira em direcionar música para os vários públicos do rap. Criou um buzz com os gangstas em faixas como a funky Warning, um diálogo com um amigo que o previne que invejosos querem roubá-lo, e Things Done Changed, um relato vivo sobre as ruas.
Os puristas ligado aos raps de batalha e às rimas sem compromisso também foram satisfeitos: The What é um dueto com Method Man, onde os dois trocam as mais carismáticas rimas de auto-exaltação da história; Ready To Die tem um Biggie agressivo, o máximo de estilo foda-se que uma faixa com tal título pode alcançar; a picotada-pelo-Premier Unbelievable também segue o mesmo estilo. Entretanto, são algumas faixas chaves que acabam por dar a consistência necessária para que o álbum seja coerente com seu título.
Antes de tudo, Ready to Die é quase uma obra autobiográfica sobre um jovem do gueto pronto para subir na vida de qualquer maneira, nem que para isso precise morrer cedo. É um retrato da desesperança presente na juventude negra, uma forma de retratar estes jovens perspectiva de futuro. Juicy, outro single do disco, é a faixa que dá o exemplo de que ainda há saída, quando Biggie conta sua própria história de vida e mostra como conseguiu sair do "negativo para o positivo". Everyday Struggle, por sua vez, mostra o outro lado: os vários problemas enfrentados no dia-a-dia, desde a morte de amigos a problemas financeiros - é, talvez, a faixa mais subestimada do disco, um beat sensacional, com um loop jazzy no fundo, metais pontuais e uma bateria quebrada sensacional.
Respect segue a linha autobiográfica, com Biggie rimando algumas de suas frases mais memoráveis sobre um instrumental com fortes influências do reggae, inclusive no refrão meio rasta. Por último, duas das faixas mais criativas do rap: Gimme the Loot, um retrato perfeito da mentalidade de alguns jovens, no qual Biggie interpreta dois bandidos que estão à procura de potenciais vítimas, sobre beat minimalista, mas bastante efetivo; e Suicidal Thoughts, que fecha o disco com chave de ouro, e tem Biggie ligando para um amigo, lamentando sua vida e, por fim, se matando. O que mais chama a atenção são os versos extremamente sinceros e duros de Biggie, que vai desde "minha mãe desejava ter tido um aborto" até "minha mina me beijou, mas está feliz que eu morri / ela sabia que eu tinha um caso com a irmã dela".
Enfim, Ready to Die conseguiu uma proeza até hoje pouco alcançada no rap: aliou sucesso de vendas, de crítica e de público, graças a uma bem pensada e bem executada organização das faixas, que contemplou desde hits para rádio até músicas polêmicas que falavam sobre roubar grávidas. Todas impecavelmente produzidas, repletas de samples pesados e sujos, além de rimas extremamente bem escritas, tanto na parte de conceitos quanto na técnica. Junte tudo isso a um emcee carismático e pronto para tomar a cena de assalto, e temos um dos melhores discos da história do rap.
Baixa ae!
Nota do blogueiro Eu sou fã de Tupac Shakur mais esse gordão era foda...pena ter P. Diddy em sua carreita

1994 foi um bom ano para o rap. Álbuns que mais tarde se tornariam clássicos indiscutíveis foram lançados aos baldes. Entre eles, um disco cuja capa mostrando uma criança negra e a frase "Pronto para morrer" foi o que teve mais êxito, tanto entre os críticos quanto entre o público. Christopher Wallace, The Notorious B.I.G., Biggie Smalls, Frank White, whatever, foi o cara responsável por essa obra-prima.
Vindo diretamente das ruas do Brooklyn e assessorado por um jovem Puff Daddy, o então moleque obeso iniciou a gravação do disco tentando trazer os holofotes do rap de volta para Nova Iorque, uma vez que o gangsta rap de Los Angeles dominava a cena na época. Não por acaso, as primeiras faixas gravadas são todas um retrato do jovem Biggie: cruas, urgentes, agressivas. Imagine a cena: um cara que veio do nada tendo sua grande chance de melhorar de vida e não precisar voltar para as ruas - daí podemos entender a ferocidade com que Biggie escrevia suas rimas. Infelizmente, graças a problemas com a gravadora, Puff Daddy foi demitido, o projeto do álbum foi engavetado e Big voltou para as ruas. Um tempo depois, Puff fundou sua própria gravadora e retomou o disco de um BIG agora mais concentrado e focado em não só fazer música de qualidade, mas também ganhar dinheiro com ela. Era o início da influência do pop no rap.
Entretanto, até para fazer hits para boates Biggie tinha um estilo. Big Poppa e One More Chance foram eternizadas graças a loops cativantes e um emcee extremamente eficiente, com flow perfeito e controle de respiração impecável. Tudo isso sem perder a técnica, as complexas estruturas de rima e as metáforas. Sua outra qualidade, a versatilidade, ficaria mais evidente no restante do disco. Biggie teve uma visão certeira em direcionar música para os vários públicos do rap. Criou um buzz com os gangstas em faixas como a funky Warning, um diálogo com um amigo que o previne que invejosos querem roubá-lo, e Things Done Changed, um relato vivo sobre as ruas.
Os puristas ligado aos raps de batalha e às rimas sem compromisso também foram satisfeitos: The What é um dueto com Method Man, onde os dois trocam as mais carismáticas rimas de auto-exaltação da história; Ready To Die tem um Biggie agressivo, o máximo de estilo foda-se que uma faixa com tal título pode alcançar; a picotada-pelo-Premier Unbelievable também segue o mesmo estilo. Entretanto, são algumas faixas chaves que acabam por dar a consistência necessária para que o álbum seja coerente com seu título.
Antes de tudo, Ready to Die é quase uma obra autobiográfica sobre um jovem do gueto pronto para subir na vida de qualquer maneira, nem que para isso precise morrer cedo. É um retrato da desesperança presente na juventude negra, uma forma de retratar estes jovens perspectiva de futuro. Juicy, outro single do disco, é a faixa que dá o exemplo de que ainda há saída, quando Biggie conta sua própria história de vida e mostra como conseguiu sair do "negativo para o positivo". Everyday Struggle, por sua vez, mostra o outro lado: os vários problemas enfrentados no dia-a-dia, desde a morte de amigos a problemas financeiros - é, talvez, a faixa mais subestimada do disco, um beat sensacional, com um loop jazzy no fundo, metais pontuais e uma bateria quebrada sensacional.
Respect segue a linha autobiográfica, com Biggie rimando algumas de suas frases mais memoráveis sobre um instrumental com fortes influências do reggae, inclusive no refrão meio rasta. Por último, duas das faixas mais criativas do rap: Gimme the Loot, um retrato perfeito da mentalidade de alguns jovens, no qual Biggie interpreta dois bandidos que estão à procura de potenciais vítimas, sobre beat minimalista, mas bastante efetivo; e Suicidal Thoughts, que fecha o disco com chave de ouro, e tem Biggie ligando para um amigo, lamentando sua vida e, por fim, se matando. O que mais chama a atenção são os versos extremamente sinceros e duros de Biggie, que vai desde "minha mãe desejava ter tido um aborto" até "minha mina me beijou, mas está feliz que eu morri / ela sabia que eu tinha um caso com a irmã dela".
Enfim, Ready to Die conseguiu uma proeza até hoje pouco alcançada no rap: aliou sucesso de vendas, de crítica e de público, graças a uma bem pensada e bem executada organização das faixas, que contemplou desde hits para rádio até músicas polêmicas que falavam sobre roubar grávidas. Todas impecavelmente produzidas, repletas de samples pesados e sujos, além de rimas extremamente bem escritas, tanto na parte de conceitos quanto na técnica. Junte tudo isso a um emcee carismático e pronto para tomar a cena de assalto, e temos um dos melhores discos da história do rap.
Baixa ae!
Nota do blogueiro Eu sou fã de Tupac Shakur mais esse gordão era foda...pena ter P. Diddy em sua carreita
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Biografia de Tupac Amaru Shakur Vulgo Makaveli
Peguei essa matéria do blog Hip Hop News® Eu gosto de rap pra caramba esse é o meu ídolo
Biografia de Tupac Amaru Shakur Vulgo Makaveli
Nome completo Parish Lesane Crooks
Data de nascimento 16 de Junho de 1971
Apelido '2Pac, Makaveli, Pac
Origem Los Angeles, Califórnia
País Estados Unidos
Data de morte 13 de Setembro de 1996 (25 anos)
Gêneros Rap
Período em atividade 1991 - 1996
Gravadoras Interscope Records Out Da Gutta Records Death Row Records Makaveli Records Amaru Entertainment
Afiliações Outlawz, Thug Life, Digital Underground
Sítio oficial 2PacLegacy.com
Então, no dia 16 de Junho de 1971, "Lesane Parish Crooks" entraria nesse mundo.O mundo o conheceria mais tarde como "Tupac Amaru Shakur"; mas poucos sabiam o impacto que ele iria causar.
A mãe de Tupac, Afeni Shakur, fazia parte do famoso grupo político "panteras negras".Um movimento que lutava contra o preconceito aos Afro-Americanos.Afeni estava grávida de Tupac quando foi presa.
Seu padrasto, Mutulu Shakur, foi sentenciado a 60 anos de cadeia por roubar um carro e matar a vítima.Isso teve um grande impacto na vida de Tupac que cresceu sem uma figura paterna ao seu lado.Nas ruas, os únicos modelos em que Tupac podia se espelhar eram os traficantes e cafetões.
Tupac se mudou para Baltimore ainda garoto.Ele descreve essa época como os melhores momentos de sua vida.Pac se destacava nas aulas de teatro e já demonstrava um talento acima da média.Mesmo muito novo, Tupac falava com muita desenvoltura sobre assuntos raciais.Seus professores o consideravam um aluno muito interessado.Era um ávido leitor, devorando desde livros sobre religiões orientais até enciclopédias inteiras.Tupac compôs sua primeira música em Baltimore atrás do apelido "MC New York".A música falava sobre armas e era inspirada no assassinato de um amigo seu.
De Baltimore, a então viciada em Crack, Afeni Shakur, se mudou com a família para Marin City, California, Lado Oeste.Foi nessa época que Tupac começou a vender drogas.Os traficantes e cafetões diziam a Tupac, que caso precisasse de algum dinheiro para financiar seus interesses na música o ajudariam."Eles eram como meus patrocinadores", diz.Foi nessa época que Tupac fundou um grupo chamado "Strictly Dope" junto com o amigo DJ Dize (Dizz-ee).As músicas gravadas nessa época viriam a tona apenas em 2001, sob o nome de “Tupac Shakur: The Lost Tapes”.Suas performances na vizinhança fizeram com que Tupac assinasse com a Digital Underground de Shock G.
Em 1990, Shakur trabalhava como roadie e dançarino na Digital Underground.Suas primeiras letras eram notáveis e revelavam a tendência para sua personalidade violenta.Em uma música que fez parte da trilha sonora do filme "Nothing But Trouble", chamada "Same Song", Tupac conheceu o sucesso pela primeira vez.
Em 1991, Tupac lança seu primeiro álbum, "2Pacalypse Now", que vendeu mais de um milhão de cópias.Enquanto Tupac falava de problemas comuns entre os jovens pobres como gravidez na adolescência e violência também falava sobre os policiais de forma violenta, o que fez com que os críticos prestassem atenção em seu álbum, especialmente depois de um jovem ter matado um policial alegando que foi inspirado em uma das músicas de "2Pacalypse Now".
O vice presidente dos Estados Unidos, Dan Quayle, denunciou o álbum publicamente, dizendo que não havia espaço na sociedade para algo do tipo.O álbum não gerou nenhum single que ocupasse o primeiro lugar nas paradas.
Seu segundo álbum, "Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z." foi produzido por Stretch e the Live Squad e gerou dois hits que ocuparam a primeira posição nas paradas: A emotiva Keep Ya Head Up e a festiva I Get Around.
No começo de 1993, Tupac funda o grupo Thug Life com alguns amigos, incluindo, Big Syke, Macadoshis, seu irmão Mopreme e Rated R.O grupo lança o primeiro álbum, intitulado, "Thug Life: Volume 1" pela Interscope em 1994.Apesar do conteúdo Hardcore do álbum foi um sucesso de vendas.O grupo se desfêz assim que Tupac saiu da prisão.
Em Dezembro de 1993, Tupac foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher em um hotel.Segundo Tupac, a mulher que ele havia conhecido em uma boate, teria feito sexo oral nele em plena pista de dança e teria ido com ele para um hotel por livre e espontânea vontade.O rapper disse que tudo não passou de uma armação.
Em Fevereiro de 1995, Tupac foi sentenciado a quatro anos e meio de prisão por estupro, embora tivesse negado veementemente.
Pouco depois de ter sua sentença anunciada, Tupac havia levado cinco tiros em um assalto ocorrido em um estúdio de Nova York.Tupac deu informações em detalhes sobre o ocorrido em uma entrevista para a Vibe.
Tupac começou a cumprir sua pena no presídio de Clinton no final de Fevereiro.Pouco depois seu multi-platinado "Me Against the World" é lançado.Tupac entra para estória como o único artista a ter um álbum em primeiro nas paradas estando preso."Para mim esse sempre será meu álbum favorito", diz Tupac em uma entrevista.
Enquanto os guardas o provocavam na cadeia dizendo que Tupac não era mais o mesmo, ele ria e dizia "Atualmente meu álbum é número um no País inteiro e apenas bateu Bruce Springsteen no topo da Billboard".Na cadeia, se casou com sua namorada Keisha Morris, união que foi desfeita pouco tempo depois.
Após quase onze meses na prisão, Tupac foi liberado, logo após ter feito um acordo com Suge Knight, o cabeça da "Death Row Records".Suge pagou uma fiança de 1.4 milhões de dólares.Em troca, Tupac deveria lançar três álbuns pela sua gravadora.
Imediatamente após sair da prisão, Tupac começou a trabalhar no novo álbum.Em Fevereiro de 1996, ele lança seu quarto álbum, "All Eyez on Me", o primeiro álbum duplo da estória do Rap.All Eyez on Me vendeu mais de nove milhões de cópias e é considerado por muitos como o melhor álbum do gênero.Em meio a todo sucesso, Tupac foi assassinado em 1996, enquanto saía de uma luta de seu amigo Mike Tyson.
Logo após sua morte, a Death Row lança o álbum "The Don Killuminati", com o pseudônimo de "Makaveli".A capa traz um Tupac crucificado com uma corôa de espinhos na cabeça e um mapa das principais gangues do País.Em Janeiro de 1997, a Gramercy pictures lança "Gridlock'd", um filme no qual Tupac interpreta um viciado em drogas e que foi bem aceito pelos críticos recebendo elogios.Seu último filme, "Gang Related" foi lançado em 1997.
Antes de morrer, Tupac deixou centenas de músicas gravadas na época de Death Row.A maioria delas foi lançada em álbuns póstumos como "Better Dayz", "Until the End of Time", no fracassado "Loyal to the game", produzido por Eminem e em seu último álbum póstumo Pac's Life.
No momento, Tupac é o rapper que mais vendeu álbuns na estória.
Fonte::2PacBr
Biografia de Tupac Amaru Shakur Vulgo Makaveli
Nome completo Parish Lesane Crooks
Data de nascimento 16 de Junho de 1971
Apelido '2Pac, Makaveli, Pac
Origem Los Angeles, Califórnia
País Estados Unidos
Data de morte 13 de Setembro de 1996 (25 anos)
Gêneros Rap
Período em atividade 1991 - 1996
Gravadoras Interscope Records Out Da Gutta Records Death Row Records Makaveli Records Amaru Entertainment
Afiliações Outlawz, Thug Life, Digital Underground
Sítio oficial 2PacLegacy.com
Então, no dia 16 de Junho de 1971, "Lesane Parish Crooks" entraria nesse mundo.O mundo o conheceria mais tarde como "Tupac Amaru Shakur"; mas poucos sabiam o impacto que ele iria causar.
A mãe de Tupac, Afeni Shakur, fazia parte do famoso grupo político "panteras negras".Um movimento que lutava contra o preconceito aos Afro-Americanos.Afeni estava grávida de Tupac quando foi presa.
Seu padrasto, Mutulu Shakur, foi sentenciado a 60 anos de cadeia por roubar um carro e matar a vítima.Isso teve um grande impacto na vida de Tupac que cresceu sem uma figura paterna ao seu lado.Nas ruas, os únicos modelos em que Tupac podia se espelhar eram os traficantes e cafetões.
Tupac se mudou para Baltimore ainda garoto.Ele descreve essa época como os melhores momentos de sua vida.Pac se destacava nas aulas de teatro e já demonstrava um talento acima da média.Mesmo muito novo, Tupac falava com muita desenvoltura sobre assuntos raciais.Seus professores o consideravam um aluno muito interessado.Era um ávido leitor, devorando desde livros sobre religiões orientais até enciclopédias inteiras.Tupac compôs sua primeira música em Baltimore atrás do apelido "MC New York".A música falava sobre armas e era inspirada no assassinato de um amigo seu.
De Baltimore, a então viciada em Crack, Afeni Shakur, se mudou com a família para Marin City, California, Lado Oeste.Foi nessa época que Tupac começou a vender drogas.Os traficantes e cafetões diziam a Tupac, que caso precisasse de algum dinheiro para financiar seus interesses na música o ajudariam."Eles eram como meus patrocinadores", diz.Foi nessa época que Tupac fundou um grupo chamado "Strictly Dope" junto com o amigo DJ Dize (Dizz-ee).As músicas gravadas nessa época viriam a tona apenas em 2001, sob o nome de “Tupac Shakur: The Lost Tapes”.Suas performances na vizinhança fizeram com que Tupac assinasse com a Digital Underground de Shock G.
Em 1990, Shakur trabalhava como roadie e dançarino na Digital Underground.Suas primeiras letras eram notáveis e revelavam a tendência para sua personalidade violenta.Em uma música que fez parte da trilha sonora do filme "Nothing But Trouble", chamada "Same Song", Tupac conheceu o sucesso pela primeira vez.
Em 1991, Tupac lança seu primeiro álbum, "2Pacalypse Now", que vendeu mais de um milhão de cópias.Enquanto Tupac falava de problemas comuns entre os jovens pobres como gravidez na adolescência e violência também falava sobre os policiais de forma violenta, o que fez com que os críticos prestassem atenção em seu álbum, especialmente depois de um jovem ter matado um policial alegando que foi inspirado em uma das músicas de "2Pacalypse Now".
O vice presidente dos Estados Unidos, Dan Quayle, denunciou o álbum publicamente, dizendo que não havia espaço na sociedade para algo do tipo.O álbum não gerou nenhum single que ocupasse o primeiro lugar nas paradas.
Seu segundo álbum, "Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z." foi produzido por Stretch e the Live Squad e gerou dois hits que ocuparam a primeira posição nas paradas: A emotiva Keep Ya Head Up e a festiva I Get Around.
No começo de 1993, Tupac funda o grupo Thug Life com alguns amigos, incluindo, Big Syke, Macadoshis, seu irmão Mopreme e Rated R.O grupo lança o primeiro álbum, intitulado, "Thug Life: Volume 1" pela Interscope em 1994.Apesar do conteúdo Hardcore do álbum foi um sucesso de vendas.O grupo se desfêz assim que Tupac saiu da prisão.
Em Dezembro de 1993, Tupac foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher em um hotel.Segundo Tupac, a mulher que ele havia conhecido em uma boate, teria feito sexo oral nele em plena pista de dança e teria ido com ele para um hotel por livre e espontânea vontade.O rapper disse que tudo não passou de uma armação.
Em Fevereiro de 1995, Tupac foi sentenciado a quatro anos e meio de prisão por estupro, embora tivesse negado veementemente.
Pouco depois de ter sua sentença anunciada, Tupac havia levado cinco tiros em um assalto ocorrido em um estúdio de Nova York.Tupac deu informações em detalhes sobre o ocorrido em uma entrevista para a Vibe.
Tupac começou a cumprir sua pena no presídio de Clinton no final de Fevereiro.Pouco depois seu multi-platinado "Me Against the World" é lançado.Tupac entra para estória como o único artista a ter um álbum em primeiro nas paradas estando preso."Para mim esse sempre será meu álbum favorito", diz Tupac em uma entrevista.
Enquanto os guardas o provocavam na cadeia dizendo que Tupac não era mais o mesmo, ele ria e dizia "Atualmente meu álbum é número um no País inteiro e apenas bateu Bruce Springsteen no topo da Billboard".Na cadeia, se casou com sua namorada Keisha Morris, união que foi desfeita pouco tempo depois.
Após quase onze meses na prisão, Tupac foi liberado, logo após ter feito um acordo com Suge Knight, o cabeça da "Death Row Records".Suge pagou uma fiança de 1.4 milhões de dólares.Em troca, Tupac deveria lançar três álbuns pela sua gravadora.
Imediatamente após sair da prisão, Tupac começou a trabalhar no novo álbum.Em Fevereiro de 1996, ele lança seu quarto álbum, "All Eyez on Me", o primeiro álbum duplo da estória do Rap.All Eyez on Me vendeu mais de nove milhões de cópias e é considerado por muitos como o melhor álbum do gênero.Em meio a todo sucesso, Tupac foi assassinado em 1996, enquanto saía de uma luta de seu amigo Mike Tyson.
Logo após sua morte, a Death Row lança o álbum "The Don Killuminati", com o pseudônimo de "Makaveli".A capa traz um Tupac crucificado com uma corôa de espinhos na cabeça e um mapa das principais gangues do País.Em Janeiro de 1997, a Gramercy pictures lança "Gridlock'd", um filme no qual Tupac interpreta um viciado em drogas e que foi bem aceito pelos críticos recebendo elogios.Seu último filme, "Gang Related" foi lançado em 1997.
Antes de morrer, Tupac deixou centenas de músicas gravadas na época de Death Row.A maioria delas foi lançada em álbuns póstumos como "Better Dayz", "Until the End of Time", no fracassado "Loyal to the game", produzido por Eminem e em seu último álbum póstumo Pac's Life.
No momento, Tupac é o rapper que mais vendeu álbuns na estória.
Fonte::2PacBr
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